Cabo Categoria 5e

O que é Padrão de crimpagem 568A e 568B

Como Surgiram
Os padrões TIA/EIA 568A e 568B foram desenvolvidos em 1991 pela EIA  (Electronics Industries Alliance) e pela TIA (Telecomunications Industry Association)  denominada EIA/TIA-568 para normatizar as ligações elétricas/eletrônicas de cabos de rede e sua conectorização. Até então não se possuíam normas especificas para estas ligações, que eram, na época, realizadas conforme a definição de cada instalador.  Em 1994 a norma 568A foi revisada contemplando cabeamentos Categoria 4 e 5 (UTP – Unshielded Twisted Pair) e em 2001 foi publicada a norma EIA/TIA 568-B que  trata de 10 categorias diferentes. O Brasil possui sua própria norma que é a ABNT 14565: 2000 baseada na ISO/IEC 11801.

No que diferem
Em nada difere o padrão 568A do 568B e relação a performance ou qualquer outro atributo físico do cabeamento. A única diferença é relacionada a posição de seus pares na conectorização. Para melhor entendimento a tabela abaixo representa a formação dos pares.pinagem1

EIA568

Como pode se notar há uma inversão nos pares do padrão 568A, pinos 3 e 6 do par 2, para pinos 1 e 2 no padrão 568B.

Utilização
No Brasil a maior parte das redes está montada no padrão 568A. Eventualmente é necessária a crimpagem de um cabo “crossover” onde o par TX(3) se liga ao par RX(2). Isso se deve a alguns equipamentos que não dispõe de inteligência de chaveamento TX/RX. Para alcançar esse objetivo crimpa-se uma ponta com o padrão 568A e a outra com 568B.

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Alguns fabricantes aplicam a serigrafia “utilização em T568B”. Esta informação, impressa no cabo, nada tem a ver com a crimpagem mas sim com o padrão EIA/TIA recomendado. É bom lembrar que há vários outros parâmetros  da padronização como largura de banda em MHZ, aplicabilidade, tipo de condutor, etc.
A padronização EIA/TIA é fundamental para Redes Estruturadas, já que propicia, com a mesma infraestrutura, atender dados, telefonia, vídeo e alimentação PoE.

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